sábado, 10 de dezembro de 2011

Outubro

Quadros da minha vida
Janelas das minhas emoções
Pense em alguma brincadeira divertida
Assim como o viver de novas paixões.

A paisagem que vemos

Não é a mesma que guardamos
A idade é adulterada
Mas nós nem nos importamos.

No caule do que nos dispomos a viver

Acontece quase sem se saber
O que é inevitável acontecer:
Envelhecer.

A bebida desce suave

O pôr-do-sol ilumina o olhar
A mão acaricia o coração
E a vida tende a continuar.

Quando me olho no espelho

Vejo o que acredito ser eu:
O habitante da minha mente
Não olho bem, não vejo quem
Eu sou realmente.

Posso não compreender tudo

Mas preciso aceitar e viver melhor
Mesmo que quase nada faça sentido,
Pois sei que o mundo não gira ao meu redor.

(MCN:CJJPP-XFAG3-44M5F)

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